Publicado em 09 jun 2026 • por Gizele Oliveira •
Um laboratório móvel de análise é o mais novo equipamento da Agência Estadual de Regulação (AGEMS) a serviço da qualidade da água consumida nos municípios de Mato Grosso do Sul. Batizado de Labô MS, essa é uma iniciativa da Agência, desenvolvida em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde, com o objetivo de fortalecer as ações de monitoramento e acompanhamento da qualidade desse insumo vital.
O furgão, já identificado e com programação de começar a operar em dois meses, foi apresentado hoje (9) pelo diretor-presidente da AGEMS, Carlos Alberto de Assis, durante a abertura do 4º Congresso de Municípios de Mato Grosso do Sul, com a presença do vice-governador, José Carlos Barbosa e do secretário de Saúde, Maurício Corrêa.
O projeto consiste na implantação de uma estrutura laboratorial móvel equipada para realização de análises de água em campo, permitindo coleta, processamento e geração de informações técnicas preliminares diretamente nas localidades atendidas.
“É um equipamento que nos possibilita estar mais perto das comunidades que mais precisam. Nossa equipe faz um trabalho de excelência na fiscalização do saneamento básico, e com essa inovação, vamos conseguir ampliar a capacidade do monitoramento em campo da qualidade da água”, explica.

A atuação do laboratório móvel tem caráter técnico, preventivo, orientativo e de apoio institucional, sendo um instrumento complementar às ações de regulação, fiscalização, monitoramento e produção de dados relacionados ao saneamento básico e à qualidade da água.
As atividades iniciais estão previstas para agosto de 2026.
O Labô MS não substitui laboratórios oficiais, órgãos de vigilância sanitária, operadores dos sistemas de abastecimento ou quaisquer competências legalmente atribuídas a outras instituições públicas. O trabalho a ser desenvolvido com a unidade será integrado e colaborativo, respeitando integralmente as atribuições de cada órgão envolvido.
O projeto chega para fortalecer a articulação interinstitucional e contribuir para respostas mais ágeis em situações que demandem acompanhamento técnico relacionado à qualidade da água, especialmente em regiões periféricas, assentamentos, comunidades tradicionais, áreas rurais e localidades com dificuldade de acesso a estruturas laboratoriais convencionais.
Funcionamento operacional e impacto real
O novo laboratório móvel irá atuar de forma planejada, por meio de cronogramas mensais e roteiros previamente definidos, e em parceria com instituições públicas e órgãos competentes, quando necessário.
Também poderá ir a campo por demanda técnica, em situações emergenciais, denúncias, suspeitas de alteração da qualidade da água ou solicitações institucionais relacionadas ao saneamento básico.
Parâmetros de Análise
Durante as ações em campo, a equipe terá condições de realizar uma série de atividades voltadas à qualidade da água: coleta de amostras; registro georreferenciado e digital das informações coletadas; análises preliminares, conforme a capacidade operacional dos equipamentos; orientações técnicas e educativas à população; encaminhamento de informações e situações críticas aos órgãos competentes.
Conforme a configuração operacional dos equipamentos embarcados, inicialmente o laboratório poderá realizar análises relacionadas aos seguintes parâmetros:
• pH;
• Turbidez;
• Cor aparente;
• Cloro residual;
• Fluoreto;
• Temperatura;
• Coliformes totais;
• E. coli.
Os resultados obtidos terão caráter técnico preliminar e poderão subsidiar ações de monitoramento, levantamentos de campo, relatórios técnicos e apoio às atividades regulatórias e de fiscalização relacionadas ao saneamento básico.
O projeto tem alguns diferenciais que agregam ao sistema convencional de monitoramento:
• Mobilidade e agilidade operacional;
• Ampliação da capacidade de monitoramento em campo;
• Atendimento descentralizado;
• Aproximação entre poder público e população;
• Produção de dados técnicos em tempo real;
• Fortalecimento da integração entre saneamento, saúde pública e educação ambiental;
Com a atuação móvel, o Estado irá fortalecer o monitoramento da qualidade, trazendo contribuições para reduzir riscos associados ao consumo de água inadequada, ampliando o acesso à informação, apoiando Municípios e outras instituições especializadas, expandindo a presença institucional em regiões de maior vulnerabilidade, e promovendo ações que contribuam com a segurança relacionada ao abastecimento de água para a população.
fotos: Cleidiomar Barbosa