No Congresso de fiscalização de energia, experiência pioneira da AGEMS contribui para novos procedimentos sobre resiliência climática

  • Publicado em 01 jun 2026 • por Gizele Oliveira •

  • Com a entrada em vigor das novas regras nacionais sobre resiliência climática nos serviços de distribuição de energia elétrica, a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (AGEMS) colabora diretamente na construção do modelo que vai guiar a fiscalização do setor. O debate sobre o tema ocorreu nesta sexta-feira (29), no encerramento do III CONFIA – Congresso Nacional de Fiscalização, promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em Cuiabá (MT).

    O engenheiro da Câmara Técnica de Energia da AGEMS Paulo Patrício da Silva dividiu o painel principal com o gerente regional de Fiscalização da ANEEL, Gustavo Alexandre Nery. O foco central foi estabelecer como as agências reguladoras deverão cobrar e auditar, na prática, o cumprimento da recém-publicada Resolução Normativa nº 1.137/2025 — o novo marco que exige das concessionárias planos rígidos de contingência e metas severas para o tempo de recomposição do fornecimento após eventos climáticos extremos.

    Teoria normativa e prática de campo

    Enquanto a agência nacional detalhou as novas determinações trazidas pela resolução, o especialista de Mato Grosso do Sul apresentou contribuições às diretrizes operacionais para que essas regras saiam do papel com eficiência. É a construção de um modelo para que fiscais de todo o Brasil saibam como avaliar pontos críticos da nova legislação.

    Coube ao engenheiro Paulo Patrício colocar a larga experiência na fiscalização da distribuição de energia no Estado a serviço da discussão coletiva que resultará nos procedimentos nacionais para fiscalização.

    Fiscalização – Pontos principais que devem estar no procedimento
    Como fiscalizar a implementação de planos de contingência.
    Como fiscalizar planos de poda de árvores e manejo vegetal junto às prefeituras.
    Como fiscalizar apuração do novo indicador de tempo de recomposição: 24 horas (urbano) e 48 horas (rural) e o pagamento de compensações.
    Como fiscalizar o uso do sistema RADAR/ANEEL Consumidor para monitorar interrupções em tempo real.

    Experiência e caso de sucesso em MS

    A AGEMS ganhou relevância nas discussões envolvendo energia e resiliência climática devido ao histórico pioneiro do Estado. Para embasar as propostas do novo modelo de fiscalização, a Agência levou a bagagem prática acumulada desde 2021, quando MS enfrentou uma tempestade de areia histórica.

    A crise severa acelerou ações preventivas da AGEMS já antes da publicação da norma federal, resultando em uma série de eventos regionais desde então, e na consolidação de 22 Convênios de Cooperação ativos envolvendo Municípios e a distribuidora Energisa para o manejo seguro da arborização urbana.

    O diretor de Gás, Energia e Mineração, Matias Gonsales Soares, avalia que o pioneirismo de Mato Grosso do Sul vai se traduzir em contribuições importantes para a fiscalização padronizada em todo o País.

    Categorias :

    Energia Elétrica

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