Publicado em 16 abr 2026 • por Gizele Oliveira •
Com incentivo da AGEMS, investimentos das principais operadoras nos últimos anos resultam em frota com média de 7,3 anos e avanços em qualidade e conforto
O transporte rodoviário intermunicipal de passageiros em Mato Grosso do Sul vem passando por um processo contínuo de modernização, com a chegada de novos veículos e a redução gradual da idade média da frota em operação. Levantamento com base nas principais operadoras do sistema aponta que a idade média dos veículos está em 7,3 anos — índice significativamente inferior ao limite regulatório de até 15 anos.
O dado considera as dez maiores empresas em operação no Estado, responsáveis por parcela expressiva do atendimento à população, incluindo tanto os ônibus convencionais quanto os micro-ônibus.

“Novos ônibus representam mais segurança e conforto para o passageiro. Nós temos incentivado esse investimento junto às empresas”, afirma o diretor-presidente da AGEMS, Carlos Alberto de Assis. “A renovação da frota é um dos indicadores da evolução que queremos no transporte intermunicipal no Estado, junto com outras iniciativas de inovação, qualidade do serviço e eficiência operacional”.
Entre as operadoras, há empresas com idade média de frota até abaixo de 5 anos.
Investimentos, inovação e eficiência
Exemplos recentes de renovação de frota incluem a incorporação de ônibus fabricados a partir de 2020, com destaque para unidades adquiridas entre 2023 e 2025, evidenciando um ciclo ativo de investimentos por parte dos operadores do sistema.
Em muitas operadoras, a incorporação de ônibus mais novos trouxe melhorias diretas para quem utiliza o transporte intermunicipal. Há novos modelos com padrões mais elevados de conforto, como poltronas semi-leito, melhor climatização e redução de ruído, além de maior estabilidade e segurança nas viagens.
Também têm sido incluídos veículos de diferentes portes, ampliando a capacidade de atendimento em regiões diversas e garantindo a prestação do serviço inclusive em linhas de menor demanda.
A diretora de Transportes, Caroline Tomanquevez, ressalta que, além da substituição de veículos mais antigos, esse processo representa a adoção de tecnologias mais modernas e alinhadas às exigências atuais, tanto em termos de desempenho quanto de sustentabilidade ambiental.
“Carros mais novos trazem cada vez mais o que chamamos de tecnologia embarcada. Muitos já saem de fábrica com sistemas que auxiliam no monitoramento da operação, no controle de desempenho e na segurança, além de permitirem a integração com soluções digitais voltadas à gestão do transporte”, aponta. “É um movimento que acompanha outras melhorias recentes no sistema, como a ampliação da conectividade a bordo, que vem sendo implementada em diversas linhas e transforma a experiência do passageiro durante as viagens”.
Com a continuidade desses investimentos, a tendência é de que o sistema mantenha a trajetória de modernização, com impacto positivo direto na experiência dos usuários e na qualidade do serviço prestado à população.
Fotos: Arquivo AGEMS – (Cleidiomar Barbosa e divulgação)





