Publicado em 09 abr 2026 • por Gizele Oliveira •
Agência coordena integração de sistemas e fiscalização eletrônica para processamento de multas e o monitoramento das vias, especialmente no modelo de pedágio eletrônico da Rota da Celulose
A modernização das rodovias de Mato Grosso do Sul avança para um novo patamar com a implementação do sistema de pedágio eletrônico, de fluxo livre, na Rota da Celulose. Para garantir que essa tecnologia funcione com precisão, a Agência Estadual de Regulação (AGEMS) alinha uma agenda estratégica de integração de sistemas entre o Detran-MS, a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) e a concessionária Caminhos da Celulose.
O foco principal é a operacionalização do processamento de multas e a fiscalização eletrônica. Cabe ao órgão de trânsito processar as autuações, sejam por infrações como a de excesso de velocidade, sejam por evasão de pedágio.
Diferente do modelo tradicional, o chamado Free Flow permite que o motorista siga viagem sem paradas, com a identificação do veículo feita por pórticos de leitura automática. Sem cabine de cobrança, o usuário paga de forma automática por meio de TAG ou utilizando outros canais disponibilizados pela concessionária.
O diretor-presidente da AGEMS, Carlos Alberto de Assis, destaca que a regulação está agindo preventivamente para assegurar o sucesso e a eficiência na concessão.
“Mato Grosso do Sul dá um salto de modernidade com a Rota da Celulose e o sistema de livre passagem. Nosso papel é garantir que a tecnologia de ponta instalada nas rodovias esteja plenamente conectada aos órgãos de trânsito. Essa integração é fundamental para que o usuário tenha um serviço eficiente e para que o contrato seja cumprido com total transparência e segurança jurídica”, afirma.
Via livre – modernidade e equilíbrio
Em reunião nesta terça-feira (8), a diretora de Transportes e Rodovias, Caroline Tomanquevez, alinhou com representantes do Detran-MS, da Agesul e das concessionárias Caminhos da Celulose, Way 112 e Way 306 os procedimentos necessários para o fluxo de informação e integração de sistemas. Mesmo nas concessões da MS-306 e Sistema Rodoviário MS-112/BR-158/BR-436, onde existe o sistema tradicional de pedágio, a integração é fundamental para que as multas por infração sejam processadas corretamente pelo Estado.
Também participaram da reunião os coordenadores Kaio Mendes, de Regulação Econômica, e Vinicius Echeverria, da Câmara Técnica de Rodovias.
De acordo com a diretora Caroline, a correta operação envolvendo o processamento de multas de trânsito é um item essencial da mais recente concessão e da chamada modicidade tarifária. Parte dessa receita será destinada a uma conta centralizadora e servirá como mecanismo de equilíbrio financeiro para amortizar possíveis impactos de evasão de pedágio. Esse modelo protege o Estado e garante a sustentabilidade do investimento privado na infraestrutura.
“A implementação do fluxo livre requer um alinhamento minucioso nos sistemas de monitoramento e radares. O objetivo da AGEMS e dos demais órgãos envolvidos é que, no momento em que a cobrança for iniciada, todos os canais de processamento do Detran estejam integrados com os equipamentos da concessionária”, explica.
Na Rota da Celulose, além da segurança e fluidez no tráfego, o sistema de fluxo livre trará diversas facilidades para o motorista quitar a tarifa de pedágio, incentivando o uso das etiquetas eletrônicas para pagamento automático. Para quem não possui a TAG, a tecnologia permitirá o pagamento via aplicativos, sites e outros métodos digitais que estão sendo estruturados pela concessionária Caminhos da Celulose.


